A importância da sinceridade

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Sinceridade, a palavra chave de muita relação. Nada segue em diante sem sinceridade, tanto no amor como na amizade. Dentro de um namoro, por exemplo, a sinceridade entre o casal vai uni-lo ou também distancia-lo cada vez mais. Mentiras não levam a nada, podem te salvar hoje, mas te colocam em um buraco amanhã. Sinceridade requer paciência, amor, carinho e cumplicidade. Isso são coisas também que são exigidas em qualquer relacionamento.

A sinceridade no meio de um relacionamento se torna fundamental, pois você  precisa confiar e “saber que pode confiar” em seu parceiro. Nos dias de hoje, acho que vários relacionamentos acabam devido a falta de sinceridade. Muitos de nós exigimos sinceridade do outro, mas ao mesmo tempo não somos sinceros, e isso algum dia vai prejudicar.

Perguntei aos meus pais esses dias que já estão juntos a muito tempo, qual era a “poção” usada para ficar com uma pessoa a tanto tempo, eles estão juntos a 27 anos. Minha mãe logo respondeu: Hoje em dia, os jovens não dão tanto valor ao amor, e acabam querendo demais, e por isso acabam prejudicando a si mesmo e ao próximo, e por que isso acontece? Porque tem gente que tem medo da sinceridade, e é verdade. Acabam tendo medo de mostrar quem realmente são por medo do parceiro não aprovar, ou ter vergonha de algo, e acabam se escondendo atrás de suas “máscaras”. Um dia a casa cai. Um dia você sente em que necessita mostrar quem você é de verdade, e aquela pessoa que já era acostumada com sua “máscara” acaba tendo que dizer tchau.

Atrás de um casal de verdade, não há mentiras e não há medo de mostrar quem você é. A sinceridade pode ser uma palavra pequena mas por trás dela traz grandes demonstrações de um bom amor, um bom casal, um casal que se amam acima de tudo e são fiéis ao que pensam.

Lendo esses dias pela internet acabei encontrando esse texto que me tocou de verdade, vou compartilhar aqui com vocês:

“Que um homem tenha a força de ser sincero” 

A maior parte das pessoas, seduzidas pelas aparências, deixam-se tomar pelos engodos enganadores de uma baixa e servil complacência; tomam-na por um sinal de uma verdadeira amizade; e confundem, como dizia Pitágoras, o canto das sereias com o das musas. Crêem, digo eu, que produz a amizade, como as pessoas simples pensam que a terra fez os Deuses; em lugar de dizerem que foi a sinceridade que a fez nascer como os Deuses criaram os sinais e as potências celestes.
Sim! É de uma força tão bruta que a amizade deve provir, e é de uma bela origem a que tira de uma virtude que dá origem a tantas outras. As grandes virtudes, que nascem, se ouso dizê-lo, na parte da alma mais subida e mais divina, parecem estar encadeadas umas nas outras. Que um homem tenha a força de ser sincero, e vereis uma certa coragem difundida em todo o seu carácter, uma independência geral, um império sobre si mesmo igual ao exercido sobre os outros, uma alma isenta das nuvens do temor e do terror, um amor pela virtude, um ódio pelo vício, um desprezo pelos que se lhe abandonam. De um tronco tão nobre e tão belo, não podem nascer senão ramos de ouro. Baron de Montesquieu, in ‘Elogio da Sinceridade’

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